O Homem que Foge – Nigeru Otoko, de Natsume Ono

Press Release

O primeiro lançamento de 2017 da editora JBC é O Homem que Foge – Nigeru Otoko , obra de Natsume Ono lançado no Japão originalmente entre 2010 e 2011 pela editora Ohta Shuppan. O mangá foi classificado como “Conto de Fadas Adulto”, com um teor diferente das histórias que costumamos ler.

A partir de uma antiga lenda, a autora leva uma jovem a uma intensa jornada que a conduzirá a provar na pele as consequências de tentar fugir da realidade ou optar por encarar de frente os obstáculos da vida. Uma reflexão sobre as decisões que cada um de nós precisa tomar ao longo de nossa jornada.

Famosa no Japão por obras como Ristorante Paradiso, Natsume Ono é, assim como Inio Asano (de Nijigahara Holograph), representante de uma nova geração de autores de mangás de sucesso voltados para o público adulto. Desde o início de sua carreira em 2003, a desenhista flerta com os mais diversos gêneros de histórias – desde comédias e romances a dramas existencialistas.

Além de Ristorante Paradiso, House of Five Leaves, também ganhou versão em anime. Atualmente a mangaká trabalha em duas publicações: Futagashira e ACCA: 13-ku Kansatsu-ka.

O HOMEM QUE FOGE – NIGERU OTOKO
De Natsume Ono
Formato 13,5×20,5 cm
200 páginas
R$ 19,90
Classificação etária: 18 anos

Os Tomos de Tessa, de Rapha Pinheiro

Os Tomos de Tessa é uma história de ficção científica que Rapha Pinheiro escreve desde que ainda era criança. A medida que o artista foi crescendo, a história foi sendo adaptada e reescrita.

A história conta as aventuras de Rah Tessalor, o herdeiro do trono de uma poderosa raça alienígena que se vê no meio de uma guerra de proporções interplanetárias. Ele precisa se reunir com uma guilda de seres dos mais diversos povos e planetas para impedir a destruição do seu povo.

A história é narrada pelo próprio Rah, mas no futuro! Um Rah mais velho e sábio escreve as histórias de suas aventuras (Os Tomos de Tessa) e frequentemente sua narração entra em conflito com algumas ações que ele tomou quando era jovem.

Além de uma história de aventura e auto-descobrimento, Os Tomos de Tessa apresenta uma visão diferente sobre a sociedade e usa alienígenas para nos mostrar diferentes paradigmas que poderíamos ter seguido se a história da humanidade fosse diferente.

Os Tomos de Tessa foi publicado como revista física originalmente na Inglaterra em 2015 (apenas os dois primeiros capítulos) e foi muito bem recebido pela crítica e pelo publico, inclusive esgotando a versão em inglês na Comic Con da Irlanda. Agora é a oportunidade do material chegar ao público brasileiro.

Conheça o projeto: https://www.catarse.me/os_tomos_de_tessa_f8a0

Sombras do Recife, de Roberta Cirne

A quadrinista Roberta Cirne, ganhadora do HQMIX, está lançando projeto de financiamento coletivo da revista  “Sombras do Recife”.

Fruto de uma pesquisa de 19 anos, a história é sobre o terror na cidade, seu folclore, seus monstros e lendas, e também sobre a história de Recife ao longo dos séculos.

O primeiro livro terá a história de “O Boca de Ouro”, um homem amaldiçoado, tornado zumbi em 1913,  que vaga pela noite, assombrando as pessoas incautas, e “Velha Branca, Bode Vermelho”, sobre uma senhora idosa e mesquinha que recebe a visita do demônio em forma de um bode encarnado, nos idos de 1895.

Conheça o trabalho acessando: https://www.catarse.me/sombrasdorecife

1963 – Doutor Estranho

Doutor Estranho (Doctor Strange)
Criadores: Stan Lee e Steve Ditko
Primeira publicação: Strange Tales nº 110
Julho de 1963
Editora Marvel
Estados Unidos da América

Stephen Strange é um bem sucedido e arrogante neurocirurgião. Ao sofrer um acidente de carro, o médico fica com suas mãos debilitadas. Strange tenta todos os métodos da medicina tradicional para recuperar-se e voltar a sua vida normal. Quando todos estes métodos falham, o médico busca a cura no mundo espiritual. Só que mais do que uma cura, Stephen descobre um mundo místico e perigoso. O mundo vive grandes ameaças do mundo oculto e irá combate-las como Doutor Estranho.

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1936 – O Fantasma

O Fantasma é um herói de histórias em quadrinhos criado por Lee Falk em 1936, publicado em 17 de fevereiro em tiras diárias em diversos jornais norte-americanos. As primeiras tiras foram escritas e desenhadas por Falk, que depois dedicou-se ao roteiro, escolhendo como desenhistas Ray Moore, Wilson McCoy e Seymour Barry.

A lenda conta que um lorde mercante inglês, em viagem de navio para a Índia, foi vítima de um ataque pirata na costa do país africano fictício de Bangalla. O filho deste lorde é o único sobrevivente do ataque e na praia, tendo nas mãos a crânio do assassino do seu pai, jura dedicar a vida contra a pirataria, o roubo ou qualquer outra forma de crime. Não só ele, como todos os seus descendentes irão seguir a dinastia do Fantasma.

“Juro dedicar minha vida à tarefa de destruir a pirataria, a ganância, a crueldade e a injustiça. E meus filhos e os filhos de meus filhos me perpetuarão.”

O personagem não possui super poderes. É um homem comum com grande inteligência e agilidade. Sempre que um Fantasma morre, o seu filho imediatamente assume o seu lugar, criando a mitologia do “homem que não morre” e  “espírito que anda” entre aos nativos. Protege sua identidade secreta usando uma máscara e uniforme colante que possui um cinto com duas armas. Ele ainda tem um anel com uma caveira em relevo na mão direita, que deixa uma marca permanente em malfeitores. E um segundo anel, da proteção, em sua mão esquerda, que deixa uma marca que garante a proteção de uma pessoa em sua passagem pela floresta.

Sua identidade secreta é o Sr. Walker, um civil que usa um sobretudo, chapéu e óculos escuro, o que permite que ele transite na cidade ou faça viagens para fora do país para fazer investigações sem chamar atenção. O Fantasma atua tendo como companhia o seu cachorro Capeto.

Sr. Walker, o “discreto” disfarce do Fantasma

O Fantasma vive em uma caverna em formato de caveira, onde são guardados tesouros e biblioteca, protegida pela tribo de pigmeus Bandar.

A primeira publicação no Brasil foi no jornal “O Correio Universal” em 1936, em tiras diárias. No mesmo ano “A Gazetinha” lançou O Fantasma como suplemento semanal do jornal “A Gazeta”. 1937 uma revista própria foi lançada pelo “O Correio Universal”. Em 1939, foi a vez da Editora Globo adquirir os direitos de publicação para as revistas “O Globo Juvenil” e “Gibi”.

Em 1953, os direitos foram para a editora RGE. Uma das principais revistas da editora, o “Fantasma Magazine” chegou a contratar quadrinistas brasileiros para criar histórias próprias para atender a demanda do público.

Posteriormente, várias outras editoras lançaram álbuns. 

As histórias do Fantasma continuam sendo desenhadas até hoje, publicadas em mais de 500 jornais, de aproximadamente 40 países: thephantomcomics.com

1869 – As Aventuras de Nhô-Quim ou Impressões de uma Viagem à Corte

“As Aventura de Nhô-Quim, ou Impressões de Uma Viagem à Corte” criada e desenhada por Angelo Agostini é considerada a primeira história em quadrinhos do Brasil com um personagem fixo.

Contava a história de um jovem de 20 anos chamado Nhô-Quim, morador de uma cidade do interior Minas Gerais indo para o Rio de Janeiro. Filho único de gente rica, o rapaz se apaixona por uma pobre moça, Sinhá Rosa. O pai de Nhô-Quim, desaprovando o romance e manda o filho para um passeio à Corte com a intenção de que ele conheça novos ares e esqueça a Sinhã Rosa. Começa assim uma série de desventuras de um homem ingênuo e trapalhão em uma cidade grande. A história é baseado em uma forte crítica do autor aos problemas urbanos da época, dos costumes sociais e política.

Ao todo, foram publicadas 14 histórias de Nhô-Quim, entre 1869 e 1870, no Jornal “A vida Fluminense”. 9 capítulos foram desenhados por Angelo Agostini e, posteriormente, mais 5 capítulos desenhados por Cândido A. de Faria.

ANGELO AGOSTINI (1843-1910)

Angelo Agostini nasceu no dia 8 de abril de 1843, na cidade de Vercelli – Piemonte, na Itália. Passou a infância em Paris onde estudou na Escola de Belas Artes.

Aos 16 anos migra-se para o Brasil com sua mãe. Trabalhou como capataz na construção de uma estrada de rodagem que ligava o terminal da ferrovia Rio de Janeiro – Juiz de fora. Agostini conhece nesse trabalho a geografia, a fauna e a cultura mineira que serviriam, mais tarde, de inspiração para a criação de seu personagem Nhô-Quim.

Inicia sua carreira artística em 1865 desenhando para a revista “O Diabo Coxo” de São Paulo. Na revista publica suas primeiras histórias ilustradas (sem sequências, nem personagem fixo) e charges. Angelo era conhecido por suas opiniões fortes e críticas à sociedade, sobretudo contra os políticos e a Igreja. Em uma época imperialista e escravocrata, defendeu os ideais abolicionistas e republicanos. Suas caricaturas ganharam fama por serem ofensivas, o que lhe rendeu vários inimigos. Ele enfrentou várias pressões. Uma caricatura sua intitulada “O Cemitério da Consolação no dia de finados”, feita para “O Cabrião” em novembro de 1866, fez com que o jornal respondesse ao primeiro processo contra a imprensa brasileira.

Fugindo das pressões sofridas em São Paulo, muda-se para o Rio de Janeiro. Na cidade se torna diretor do jornal “A Vida Fluminense” entre os anos de 1869 a 1871. No dia 30 de janeiro de 1869, Agostini publica no jornal “As Aventura de Nhô-Quim, ou Impressões de Uma Viagem à Corte”.

Trabalha em outras publicações como “O Mosquito” e “Revista Ilustrada”. Na “Revista Ilustrada”, em 1883, cria as “As aventuras de Zé Caipora”, um anti-herói cômico, romântico e aventureiro de um personagem que representou os usos e costumes rurais e urbanos da época. Outro marco na história dos quadrinhos no país.

Em 1888, muda-se para a Europa e só retorna ao Brasil em 1895. A partir de 1903 trabalha em diversas redações de jornais como “Don Quixote”, “Leitura para Todos” e “O Malho”.

Agostini foi o responsável por criar o logotipo da revista “O Tico-Tico”, a primeira e a mais importante revista voltada para o público infanto-juvenil no Brasil. O primeiro número circulou em 11 de outubro de 1905, e já no ano seguinte de sua criação chegou a tiragem de 100 mil exemplares por semana.

Angelo Agostini morreu aos 66 anos, no dia 23 de janeiro de 1910.

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1865 – Max e Moritz

Heinrich Christian Wilhelm Busch (1832 / 1908) nasceu em uma vila chamada Wiedensahl, em Stadthagen na Alemanha. É considerado o precursor dos quadrinhos alemão por sua obra Max und Moritz. A série foi inciada em 4 de abril de 1865 com “Max und Moritz: eine Bubengeschichte in Sieben Streichen” As histórias eram baseadas na infância do autor e retratavam um humor pesado e satírico onde dois meninos aprontam várias travessuras e muitas vezes eram punidos severamente.

Sua primeira tradução no Brasil foi em 1871, no livro “Historias burlescas e instructivas, em versos coxos esdruxolos, e de pé quebrado”, publicado pela Tipografia Laemmert, no Rio de Janeiro. A mesma editora Laemmert publicaria em 1901 “Max und Moritz – Eine Bubengeschichte in sieben Streichen”, com tradução de Olavo Bilac, com o título de “Juca e Chico – História de dois meninos em sete travessuras”. Em 1915, a Edições Melhoramento republica W. Busch com a tradução de Bilac.

Em Hannover há um museu voltado para o humor gráfico e quadrinhos alemães que leva o nome de  Wilhelm Busch: http://www.karikatur-museum.de/

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Original de Max e Moritz, de propriedade do museu Wilhelm Busch

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1837 – Les Amours de monsieur Vieux Bois

Artista gráfico e escritor suíço Rudolf Töpffer (1799-1846) foi autor da obra Les Amours de monsieur Vieux Bois, história criada em 1827 e publicada em 1837. Em 14 de setembro de 1842, relança a sua obra nos EUA sob o título de The Adventures of Mr. Obadiah Oldbuck. No Brasil a obra ganhou o título Os amores do senhor Jacarandá.

http://www.dartmouth.edu/~library/digital/collections/books/ocn259708589/
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1783 – Lenardo und Blandine ein Melodram nach Bürger

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O autor romeno Joseph Franz Von Goz (1754/1815) é tido como um dos pioneiros na criação do que no final do século vinte foi classificado como Graphic Novel. Von Goz foi advogado, artista, retratista e ilustrador em Viena.

O livro Lenardo und Blandine ein Melodram nach Bürger, editada em 1783, foi uma publicação com 160 páginas de uma história ilustrada em que os textos apareciam no rodapé das imagens. Na história, o duque descobre que sua filha está tendo um romance com Leonardo. Após o amante sair do quarto da princesa, ele é surpreendido e assassinado. A princesa passa a viver um drama com a ausência de seu amado.

Confira a história completa em: http://konkykru.com/e.goez.1783.lenardo.und.blandine.1.html

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Obra publicada em 1873

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